O tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem. O tempo respondeu ao tempo que o tempo tem o tempo que lhe convém!

27
Set 09

E diz, quem viu, que abandonou o recinto da escola primária da localidade com ar de quem experimentava a sensação de dever cumprido. Mas não um dever qualquer, não. Um dever, que também é um direito, bastante cívico.

 

Diz ainda, quem viu, que quanto à consciência, essa, certamente vai ter sonhos cor-de-rosa esta noite.

publicado por Patrícia às 15:01

Diz que hoje é ou, tendo em conta a hora que o relógio do meu computador marca, foi dia de reflexão.

E eu que, de vez em quando, até gosto de reflectir.

publicado por Patrícia às 01:03

25
Set 09

Um passeio calmo à beira-mar, descalça e com a sensação do Mundo debaixo dos meus pés, com intervalos de uma àgua salgada e fria que não se deixa ficar. Um olhar seja para que direcção for e não encontrar mais que uma ou duas vivas almas, se tanto, e sentir que aquele momento é só meu e que eu sou só dele, somos Um. Um cheiro que só quem vive a escassos passos da praia conhece e entende, um perfume mais que perfeito criado pela Mãe. Um ouvir, quase como que de música de fundo se tratasse, o enrolar das ondas mais ou menos agitadas e o canto alegre de gaivotas que não gostam de passar muito tempo quietas, deixando para trás um rasto quase artístico na areia. Um deixar cair o corpo, ceder ao cansaço ou simplesmente ao prazer que isso me dá, e espreitar o céu por cima de mim, uma metade azul quase azul escuro e outra metade lilás a arrastar-se para o cor-de-laranja. Uma Lua em forma de baloiço que me cumprimenta em nome da noite que vai chegar e que, nesse momento, ainda está tão sozinha como eu, sem na verdade o estar, como eu também, na realidade, não estou. Um arrepio de frio que me invade por inteiro, fazendo me aperceber de que a minha face está gelada e que dentro de pouco tempo o cachecol à volta do pescoço já não servirá de muito. Mas não importa... Porque logo a seguir há um calor inesperado, imenso, tanto que me chega ao coração e se encosta à minha alma, um abraço a transpirar os sentimentos que, compreendo agora, são a verdadeira razão da minha presença ali. Um olhar, um sorrir. Um amar.

publicado por Patrícia às 19:43
música: Come Away With Me - Norah Jones

23
Set 09

Gosto do Verão, é um facto! E de tudo o que lhe é inerente; calor, saídas à noite até mais tarde (ou cedo, quando já é manhã), ganhar cor e ficar, consequentemente, um pouco mais bonita, poder ficar na praia até às 21h, vestir uns calções, uma t-shirt e enfiar uns chinelos nos pés, conhecer pessoas, ter dinheiro para ir jantar/almoçar/lanchar/tomar o pequeno almoço fora mais vezes, céus lindíssimos e estrelados, e mais umas quantas coisas que de momento não me lembro.

Uma coisa que já reparei que acontece é que todas estas coisas só começam a ganhar algum valor para mim quando já não as tenho... Ou seja, levo o Inverno inteiro a chorar pelo Verão e a sonhar ter tudo isto, mas na hora da verdade ou não as faço ou até desejo que acabem depressa. Foi o que se passou, mais uma vez, este ano. E acho que está com tendência a piorar com o tempo... Bem, eu até suponho que isto aconteça um pouco com toda a gente. Mas eu, quando era pequena, não era assim. Lembro-me de ser tão feliz no Verão! Não é que não o seja agora, mas tinha um gostinho especial, não sei. Foi o que disse, uma vez, esta menina num post. É a velhice! E não acho que haja muito a fazer quanto a isso...

Estou farta do tempo quente, das blusas de alças e das sandálias! Quero sentir o rosto frio, pôr um gorro na cabeça (ainda que, na maioria das vezes, seja so para enfeitar, que o tempo não justifica tanto), usar camisolas aconchegantes e botas! E ai como eu gosto de botas... Quero um cachecol à volta do meu pescoço, quero ir tomar um chocolate quente ali para o café e reclamar que o Verão nunca mais chega! Sim, neste momento, é isso que quero e anseio...

publicado por Patrícia às 23:58
música: Hey There Delilah - Plain White Ts

Redecorei a casa. A virtual, claro está, não aquela onde vivo. Se bem que não me importava muito...

publicado por Patrícia às 12:41

Ontem foi dia de ter como serão assistir às praxes do marido de uma amiga minha. E, verdade seja dita, aquilo é tão melhor visto de fora! Passei um bom bocado a exercitar os músculos da face e não fui a única. Até acho um pouco triste rirmo-nos às custas do "sofrimento" dos outros, mas, bolas!, é tão divertido! No entanto lembro-me de, no ano passado, não ter achado assim tanta graça ter passado por isso... Pelo menos na altura, hoje, olhando para trás, realmente foi uma semaninha e tanto. A melhor, ouvia sempre dizer. E tinham razão.

Para a semana começa na "minha" Universidade. E tenho para mim que, este ano, não vão ser tão meiguinhos como no ano passado... Óptimo! É que eu também só vou assistir e, como disse, é tão melhor visto de fora...

publicado por Patrícia às 03:02

Em relação ao tema do post anterior, mais especificamente ao livro em questão (o qual acabei de ler ontem à noite), não tenho muito a dizer hoje. Mantenho o que já disse e quanto à forma como terminou... Apertou-se-me o coração. E por isso valeu tanto a pena!

Próximas páginas: "Para a Minha Irmã" de Jodi Picoult.

publicado por Patrícia às 02:55

21
Set 09

Título: "O Rapaz do Pijama às Riscas"

Autor: John Boyne

Editora: Asa Editores

Preço: 11,70€ (Fnac)

Sinopse: Bruno, de nove anos, nada sabe sobre a Solução Final e o Holocausto. Ele não tem consciência das terríveis crueldades que são infligidas pelo seu país a vários milhões de pessoas de outros países da Europa. Tudo o que ele sabe é que teve de se mudar de uma confortável mansão em Berlim para uma casa numa zona desértica, onde não há nada para fazer nem ninguém com quem brincar. Isto até ele conhecer Shmuel, um rapaz que vive do outro lado da vedação de arame que delimita a sua casa e que estranhamente, tal como todas as outras pessoas daquele lado, usa o que parece ser um pijama às riscas.

A amizade com Shmuel vai levar Bruno da doce inocência à brutal revelação. E ao descobrir aquilo de que, involuntariamente, também ele faz parte, Bruno vai, inevitavelmente, ver-se enredado nesse monstruoso processo.

Críticas: "Uma pequena maravilha de livro... Um momento histórico único que não pode ser contado muitas vezes." Por Guardian

"Uma extraordinária história sobre a amizade e os horrores da guerra... Isto é talento literário inato no seu melhor." Por Irish Independent

"Uma coisa é certa: este livro não trará noites tranquilas." Por Observer

Prémios: Foi vencedor de dois prémios literários na Irlanda (o "Children’s Book of the Year" e o "Listener’s Choice Book of the Year"), bem como do "Bisto Children’s Book Award", e foi nomeado para mais de 15 prémios literários internacionais, entre os quais o "British Book Award" no Reino Unido, o "Premio Paolo Ungary" em Itália, o "Prix Farmiente" na Bélgica, e o "Borders’ Original Voices Award" nos Estados Unidos. Foi ainda nomeado para a "Carnegie Medal" de 2007.

"O Rapaz do Pijama às Riscas" foi originalmente publicado no Reino Unido em 2006, simultaneamente em edições para jovens e para adultos. Encontra-se actualmente traduzido em 32 línguas.


Podia ter esperado que acabasse de o ler e aí daria a (muito) minha opinião final, mas não, ainda vou a um pouco mais de meio. Mas até agora a experiência tem valido bastante a pena, assim como os momentos que "perco" (que não perco nada, pelo contrário, ganho imenso) a lê-lo, por isso senti a necessidade de partilhar esta ideia agora. Há ainda uma adaptação da história ao cinema, penso que o filme se encontra em qualquer clube de video do nosso Portugal.

publicado por Patrícia às 19:34

Eu e Tu formamos um Nós. E gosto tanto da gente assim!

publicado por Patrícia às 19:33

Setembro 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
15
16
17
18
19

20
22
24
26

28
29
30


subscrever feeds
arquivos
mais sobre mim
pesquisar
 
blogs SAPO